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Maior volume e corte de custos reduzem prejuízo da Rumo

1 mar , 2018

A Rumo, empresa de transporte ferroviário e logística portuária, reduziu o prejuízo em 2017 em 75,69%, para R$ 258,4 milhões, sobretudo devido ao aumento do volume transportado e redução de custos.

No último trimestre de 2017, sobre a mesma base do ano anterior, o prejuízo também caiu. Saiu de um resultado negativo pró-forma (que somam os resultados da Rumo ao da Rumo Logística, empresa resultante da incorporação reversa feita em 31 de dezembro de 2016) de R$ 456,9 milhões para R$ 57,4 milhões, ainda negativo, variação de 87,4%.

A receita líquida em 2017 aumentou 38%, para R$ 5,9 bilhões. Comparado ao último trimestre ao mesmo período de 2016, também houve aumento. A receita cresceu 56,9%, para R$ 1,59 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 35,9%, para R$ 2,7 bilhões. No trimestre, mais que dobrou, para R$ 730 milhões. A empresa projeta Ebitda para este ano entre R$ 3 bilhões e R$ 3,25 bilhões. Os investimentos devem variar de R$ 1,9 bilhão a R$ 2,1 bilhões.

A Rumo reduziu a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 4 vezes para 2,6 vezes entre o terceiro e quarto trimestres do ano. Isso se deveu ao crescimento no Ebitda e ao aumento de capital no valor de R$ 2,6 bilhões, em outubro.

“Isso nos dá uma nova perspectiva”, disse ao Valor o presidente da Rumo, Julio Fontana Neto. O objetivo da empresa é manter a alavancagem entre 2 vezes e 2,5 vezes. Depois da capitalização, houve a reestruturação de R$ 1,2 bilhão de dívidas, com redução dos juros. A empresa trocou basicamente dívida cara por barata. Em janeiro, realizou uma nova emissão de títulos de dívida no exterior, no valor total de US$ 500 milhões.

“Estamos hoje com caixa adequado para os investimentos que temos de fazer”, disse o executivo. Contribuiu para isso a redução do endividamento líquido em 24,2%, para R$ 7,1 bilhões no quarto trimestre. No fim do quarto trimestre o caixa e equivalentes da Rumo ficou em R$ 3,4 bilhões.

O volume transportado pelas ferrovias operadas pela empresa no quarto trimestre cresceram 79%, atingindo 13,3 bilhões de TKUs (tonelada por quilômetro útil). O aumento da capacidade de transporte gerou ganhos de produtividade e permitiu que a empresa atingisse recordes operacionais durante o ano. Com mais capacidade, buscou volumes sobretudo para as malhas Norte e Sul.

De acordo com Fontana, o principal objetivo agora é chegar ao ano de 2020 com a frota de trens de 120 vagões na Operação Norte (Malha Norte, Malha Paulista e operação portuária em Santos). Hoje os trens têm 80 vagões. “Aí vamos dar um salto de produtividade e eficiência.”

Dos R$ 10,5 bilhões a serem investidos até 2020, 60% foram realizados desde 2015, quando assumiu a ALL. Aproximadamente R$ 6 bilhões foram destinados sobretudo a material rodante e via permanente.

O resultado do trimestre foi beneficiado pela demanda por transporte de grãos – negócio mais rentável da companhia -, visto que as safras de soja e milho estenderam as exportações até o fim do ano.

Fontana disse que os trâmites para assinatura da prorrogação antecipada da concessão da Malha Paulista, principal corredor da Rumo e que deságua em Santos, estão bem encaminhados. “Já fizemos todos os trâmites burocráticos.”

Fonte – Valor Econômico

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